Política

Flávio Dino defende aliança ampla nas eleições de 2022

“PT é protagonista, mas isso não significa exclusivismo”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acredita em uma frente de esquerda para as eleições em 2022, mas pondera sobre o suposto “exclusivismo” do PT, o maior partido do campo. Ele diz: “vimos, por exemplo, na Argentina, a própria Cristina Kirchner fez esse movimento e resultou na vitória do campo político que ela lidera”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acredita em uma frente de esquerda para as eleições em 2022, mas pondera sobre o suposto “exclusivismo” do PT, o maior partido do campo. Ele diz: “vimos, por exemplo, na Argentina, a própria Cristina Kirchner fez esse movimento e resultou na vitória do campo político que ela lidera.”

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca alguns trechos das entrevista concedida por Dino ao veículo:

Sobre a sucessão para 2022, ele diz: “se nós olharmos a história brasileira, sempre vamos encontrar que avanços democráticos e sociais decorreram de alianças, de frentes políticas, de articulações envolvendo setores com vinculações diferentes. Ou seja, é preciso sempre, consultando a história, entender que nós só vamos retomar um ciclo de desenvolvimento com justiça social no Brasil se o campo progressista, democrático, popular, da esquerda, tiver condições de reeditar, a exemplo desses outros momentos, essas articulações mais amplas. Nesse sentido que eu tenho, no âmbito do fórum de governadores, na relação com o Congresso, assim como com outras personalidades e lideranças políticas, procurado concretizar na prática essa visão teórica acerca da realidade brasileira.

O governador ainda comenta o cenário eleitoral complexo, composto por lideranças com características bem diferentes: “há dois pontos fundamentais a destacar. O primeiro deles é que essas alianças mais amplas e plurais não são inéditas na vida brasileira. Se nós lembrarmos da luta contra a ditadura, depois as campanhas pelas Diretas (), as campanhas pela anistia, o processo eleitoral que se seguiu, você tinha alianças entre parlamentares e lideranças de vários partidos políticos. Eu cito como exemplo o palanque histórico da eleição de 1989 em torno da candidatura do ex-presidente Lula, em que estavam presentes o Mário Covas que era do PSDB, Ulysses Guimarães (MDB) e Leonel Brizola (PDT). Ou seja, havia pluralidade. O segundo ponto a mencionar é que nós teremos em um grande número de cidades, no caso das eleições municipais, e também no caso da eleição nacional de 2022, eleições em dois turnos. Então o que eu busco é a melhoria do ambiente de diálogo. Quanto mais você melhora o ambiente de diálogo, distensiona e diminui a intolerância, você cria relações de confiança, você cria possibilidades de em segundos turnos haver confiança mais ampla para derrotar um mal maior.”

Fonte: site 247 com edição do jornalodebate.com.br

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