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Profissionais com deficiência se sentem isolados no mercado de trabalho

Para pessoas com certos tipos de deficiência, entrar no mercado de trabalho ou desenvolver uma carreira promissora é mais...

Diariamente pessoas com deficiência passam por incômodas dificuldades para se locomoverem na cidade onde moram. Foto/Reprodução: Internet

A sigla PCD refere-se à terminologia usada atualmente: Pessoa com Deficiência. Sendo PCD todo indivíduo que possui uma limitação permanente, seja ela física, visual, auditiva ou intelectual.

Diariamente pessoas com deficiência passam por incômodas dificuldades para se locomoverem na cidade onde moram. Alguns fatores, como calçadas esburacadas, falta de rampas, transporte ineficiente, acabam impedindo a mobilidade urbana dessas pessoas.

Para pessoas com certos tipos de deficiência, entrar no mercado de trabalho ou desenvolver uma carreira promissora é mais desafiador. Porém, os motivos que dificultam a prosperidade na carreira dessas pessoas estão longe de serem por conta de limitações relacionadas a deficiência em si.

Segundo um levantamento feito pela empresa Catho – classificado online de currículos e vagas com diversas ferramentas e soluções de recrutamento que ajudam clientes na carreira e no mercado de trabalho – problemas de infraestrutura urbana, carência de transporte adequado, preconceito, despreparo de gestores e falso compromisso com a inclusão, são os principais empecilhos encontrados por quem tem deficiência e almeja crescer no mercado de trabalho.

Organizações com mais de 100 funcionários devem preencher suas vagas respeitando a porcentagem reservada para os deficientes. Imagem internet.

A Lei 8.213/91, também conhecida como a “Lei das Cotas”, foi um avanço para a inserção de profissionais PCDs competentes no mercado de trabalho. Anteriormente, eles eram vistos como pessoas incapazes de desempenhar funções ou de ocupar cargos de grande responsabilidade nas organizações. Além da “Lei de Cotas”, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), garante o direito à profissionalização, trabalho e a condição de igualdade de direitos para essas pessoas.

A lei estipulou ainda que as organizações com mais de 100 funcionários devem preencher suas vagas respeitando a porcentagem reservada para os deficientes. Por exemplo, em quadros de até 200 colaboradores, pelo menos 2% devem ser ocupados por PCDs.

Além de toda a dificuldade enfrentada pelas pessoas com deficiência, eles ainda lidam com o preconceito e a não aceitação dos colegas de trabalho. Segundo a pesquisa realizada pela empresa Catho (com mais de 1.000 respondentes), 34% dos profissionais com deficiência se sentem isolados no ambiente de trabalho.

Portanto, a contratação de funcionários deve envolver responsabilidade social, respeito, empatia e conhecimento perante as informações necessárias. E a área dos Recursos Humanos (RH) da empresa tem como obrigação evitar apenas o cumprimento dos termos legais e assegurar que haja inclusão de todos os profissionais na empresa.

Os maiores obstáculos para a contratação de profissionais com deficiência são o preconceito e a falta de informação. A compreensão desse universo contribui na inclusão desse público. Com isso, o RH da empresa deve mostrar aos funcionários que todos têm direitos iguais e que não há espaço para a exclusão e preconceito.

A sociedade como um todo precisa se libertar desse preconceito, visto que, ao incluir uma pessoa com deficiência entre seus funcionários, a empresa não está fazendo um favor ou um ato de bondade, e sim, contratando uma pessoa competente e tão capacitada quanto qualquer outra pessoa para desempenhar uma função.

Por: Anna Nicolle Diniz Schalcher – Estagiária

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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