Heteronormativa

Preconceito é ainda o principal motivo da exclusão social do público LGBTQIA+

Apesar das lutas enfrentadas pelo público LGBTQIA+ e por muitos direitos terem sido conseguidos por eles, na prática, eles ainda sofrem bastante preconceito e exclusão social. Algumas pessoas em nossa sociedade clamam...

O Debate do Maranhão - 10/11/2020 14h01

São Paulo 23/06/2019 – 23ª Parada LGBT na Avenida Paulista em São Paulo . Foto Paulo Pinto/FotosPublicas.

Apesar das lutas enfrentadas pelo público LGBTQIA+ e por muitos direitos terem sido conseguidos por eles, na prática, eles ainda sofrem bastante preconceito e exclusão social. Algumas pessoas em nossa sociedade clamam por justiça e igualdade enquanto usam a religião de forma extremista, de modo a estimularem as pessoas a acreditarem em suas crenças e se sentirem excluídas da sociedade como um todo.

De acordo com o site Justificando, nossa sociedade quer avaliar e impor sobre nossos corpos, nossa liberdade e nossos desejos, regras inflexíveis de aceitação heteronormativa (termo usado para descrever situações nas quais orientações sexuais diferentes da heterossexual são marginalizadas ou perseguidas, por práticas sociais, crenças ou política). Causando danos de exclusão social, sofrimentos emocionais por estigmatização, solidão social, depressão, instiga violência, discriminação e até mesmo o suicídio das pessoas que não se sentem enquadradas no “normal”.

Diante disso, conforme o site Justificando, do contrário do contexto social doente que não se equaliza entre o real e o que se acredita defender, não se aceitando de fato como é, não existe conflito psicológico nas homossexualidades, visto que o sofrimento, a angustia, o sentimento de exclusão, de não aceitação, não derivam das pessoas por se entenderem como homossexual ou bissexual e afins, mas sim da discriminação social imposta às diversidades.

O preconceito ainda é uma realidade para muitos públicos. A questão de ser “diferente do padrão”, do “normal”, ainda é motivo para exclusão de pessoas LGBTQIA+ e diversos outros públicos.

“Se uma pessoa se vestir de forma ‘diferente’ do padrão, ela com certeza vai levar mais olhares e tem mais chances de sofrer alguma coisa. Como eu frequento mais lugares LGBTQIA+, não me sinto muito excluída. E como me visto de forma ‘mais feminina’, que é o esperado pela sociedade, não sinto tanto. Agora em outros ambientes considerados de ‘héteros’, quando eu tô com outra pessoa, não posso ser com ela do mesmo jeito que eu seria se tivesse em um local LGTB”, diz Camila Oliveira, que faz parte do meio LGBTQIA+.

Ao ser questionada sobre o porquê ainda existe esse tipo de exclusão Camila pontuou que, “por conta do preconceito que existe desde sempre, as pessoas acham que se elas conviveram com pessoas LGBT vão se ‘tornar’ gay, lésbica e afins ou então vão ser ‘faladas’. Ser desse meio ainda é visto como uma coisa ruim, como exceção ou como uma pequena parcela da sociedade. Só que não somos nada disso. Acredito que isso ainda aconteça principalmente pela visão cristã, que vê o modo que vivemos como promiscuidade e por doenças que foram associadas a esse público, como a AIDS por exemplo”.

Segundo a Intervir.com (associação que promove e apoia ações que visem ou favoreçam a população em geral; que combate à exclusão e etc) em sua página do Facebook, a exclusão social ligada ao mundo LGBT pode aparecer sob duas formas – Homofobia e Heterossexismo. Sendo a Homofobia um tipo de rejeição ou aversão a homossexuais e à homossexualidade; e o Heterossexismo uma atitude de preconceito, discriminação ou ódio contra qualquer orientação sexual que não seja a heterossexual.

No entanto, conforme a Intervir.com, a homofobia e o heterossexismo são barreiras que impedem as pessoas de se sentirem confortáveis com a sua identidade sexual, e de a expressar sem problemas. E estas duas barreiras são a forma mais comum de discriminação sentida pelo público LGBTQIA+.

Por: Anna Nicolle Diniz Schalcher –  Estagiária.

Fontes: Intervir.com, Justificando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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