POLÍCIA

Operação da PF investiga grupo que desviou R$ 92 milhões no Maranhão

A Polícia Federal por meio da operação Hybris, cumpriu na manhã desta quinta-feira (29), onze mandados judiciais de busca...

A Polícia Federal por meio da operação Hybris, cumpriu na manhã desta quinta-feira (29), onze mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Jenipapo dos Vieiras e Cedral e, ainda, determinou o sequestro judicial de 62 imóveis que estão em nome de ex-gestores da prefeitura de Jenipapo dos Vieiras, investigados por crimes de desvios de verbas públicas.

Os alvos foram as residências dos ex-prefeitos Giancarlos Oliveira e Gustavo Albuquerque, assim como a de uma ex-secretária de Assistência, identificada como Cláudia.

O grupo criminoso atuava desde 2005 dissimulando os desvios de verbas públicas destinadas aos fundos de participação municipal, saúde e educação por meio da contratação de empresas familiares que operacionalizavam as ações, que aconteciam principalmente com o saque em espécie de milhões de reais.

O prejuízo aos cofres públicos, segundo levantamentos preliminares, gira em torno de R$ 92 milhões de reais. Vale lembrar que o município de Jenipapo dos Vieiras apresentou-se como a terceira cidade com menor índice de desenvolvimento humano – IDHM do Maranhão no ano 2010.

A operação contou com a participação de sessenta Policiais Federais da Superintendência Regional do Maranhão. Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de responsabilidade, lavagem de dinheiro e associação criminosa, cujas penas máximas podem alcançar 22 anos de prisão.

Investigações

As investigações foram iniciadas no ano de 2012 e culminaram com a identificação de um esquema criminoso que se apropriou de recursos públicos por meio de fraude em licitações e sua posterior ocultação com a compra de vasta quantidade de imóveis no interior do Estado do Maranhão, distribuindo-os entre familiares do ex-prefeito do município.

Operação HYBRIS

A operação HYBRIS tem a finalidade de reprimir crimes de responsabilidade, lavagem de dinheiro e organização criminosa praticados pelos ex-gestores da prefeitura de Jenipapo dos Vieiras no período de 2005 a 2013.

O nome Hybris da operação vem de Aristóteles, que definia a humilhação de pessoas pelo mero descaso, independente de causa ou qualquer coisa que tenha acontecido ou que elas tenham feito. Hybris não é o acerto de contas por erros cometidos – isso é vingança. Hybris é o descaso que alguém tem pelos outros, ou pelos deuses, quando acha que pode fazer tudo que quiser.

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