“Desejo esmagador”

Mulher tem vício em comer talco em pó há 15 anos

Transtorno alimentar é chamado alotriofagia ou Síndrome de Pica.

Lisa Anderson come talco há 15 anos Foto: Reprodução
A britânica Lisa Anderson, de 44 anos, revelou ao portal Daily Mail que é viciada em comer talco em pó há 15 anos. O “desejo esmagador”, como ela descreve, começou após o nascimento do quinto filho enquanto secava o recém-nascido após o banho.

Além de colocar talco nas costas da mão a cada 30 minutos para comer, Lisa acorda várias vezes à noite para ingerir o produto. Ela gasta R$ 42 mil por ano para devorar o talco Johnson’s Baby, única marca que ela tolera.

– Lembro de me sentir realmente atraída pelo cheiro. Agora não posso ficar sem isso. Eu subo e pego um pouco a cada meia hora. Eu realmente não posso passar meia hora sem ele – disse a mulher, que conseguiu ficar apenas dois dias sem o “alimento”.


Britânica só tolera o produto da marca Johnson’s Baby Foto: Reprodução

Lisa Anderson sempre toma um gole de água depois de ingerir o pó. Quando está fora de casa, ela mastiga balas extra fortes que a satisfazem temporariamente.

Em busca de ajuda, a mulher confidenciou o vício ao ex-parceiro, que suspeitava de suas visitas regulares ao banheiro. Os médicos diagnosticaram Lisa com alotriofagia ou Síndrome de Pica, que é o desejo incessante de mastigar substâncias que sem valor nutricional, como gelo, argila, terra, tinta, poeira ou papel.

A síndrome tem relação com distúrbios de saúde mental, como autismo ou esquizofrenia, e pode ser um sinal de TOC ou estresse. De acordo com as Associações Nacionais de Distúrbios Alimentares, a alotriofagia prevalece mais nos países em desenvolvimento.

A Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS), considera o talco possivelmente cancerígeno para os seres humanos. Em 2016, um estudo nos EUA descobriu um aumento de 33% no risco de câncer de ovário com o uso de talco genital. A própria Johnson & Johnson recebeu uma condenação, em julho de 2018, que a obrigou a pagar indenização bilionária a 22 mulheres depois que elas alegaram que o talco de bebê lhes causou câncer de ovário.

Fonte: Pleno.News com edição do jornalodebate.com.br

 

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