ESTRADAS

Motoristas reclamam de estradas que cortam o Maranhão

Rodovias que cortam o Maranhão, sejam estaduais ou federais, encontram-se com asfalto deteriorado, mesmo aquelas que foram entregues recentemente. Os condutores de veículos buscam passar pelo melhor trecho e onde há buracos,...

O Debate do Maranhão - 05/04/2019 12h34

Rodovias que cortam o Maranhão, sejam estaduais ou federais, encontram-se com asfalto deteriorado, mesmo aquelas que foram entregues recentemente. Os condutores de veículos buscam passar pelo melhor trecho e onde há buracos, a situação de tráfego é bem complicada.

A Confederação Nacional dos Transportes fez um levantamento para demonstrar a situação. Nele, verificou-se que 47% das rodovias são consideradas boas ou ótimas contra 20% consideradas ruins ou péssimas.

As rodovias federais são as melhores. De um total de mais de 3 mil quilômetros, 54,1% estão ótimos, 10,6% bons, 24,5% regulares, 2,8% ruins e 8,0% péssimos.

Já as rodovias estaduais são quase mil quilômetros e meio. Elas foram classificadas com 4,8% ótimas, 0,7% boas, 52,6% regulares, 19,3% ruins e 22,6% péssimas.

As MAs têm sido alvos de grandes reclamações. A 386, mais conhecida como Estrada do Arroz, foi entregue em julho de 2016. Era um problema para a mobilidade na região. Só que agora, quase três anos depois, a estrada está deteriorada. Completamente cortada, a passagem de veículos é impossível e as chuvas interromperam o tráfego.

Segundo a Secretaria de Infraestrutura do Estado, o rompimento foi provocado por um bueiro estourado, que cortou o trecho da rodovia. Equipes já trabalham para restabelecer o tráfego no local.

Críticas

A situação das vias têm sido alvo de constantes críticas também na tribuna da Assembleia Legislativa. O deputado estadual Vinicius Louro já puxava o assunto no mês de fevereiro.

“Estamos sendo bem enfáticos com esse assunto aqui na Assembleia Legistativa pois somos testemunhas de como as estradas maranhenses estão. Venho requisitando várias vezes as explicações do DNIT e cobrando uma solução que acabe com essa buraqueira. É um problema crônico, que não é de agora, então não podemos aceitar a desculpa do inverno”, explicou.

O deputado Felipe dos Pneus, presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Assembleia, disse que o Ministério da Infraestrutura já foi procurado para tratar do assunto. O próprio DNIT também deve explicações, principalmente quanto a aplicação de recursos vindos no ano passado.

“A gente foi até o Ministério da Infraestrutura em Brasília e obtivemos as seguintes informações: a empresa que executou a obra da BR-135 foi multada em R$18 milhões pela obra. A base está em perfeito estado, mas o problema é o asfalto. Também falamos com o DNIT, que nos recebeu e disponibilizou uma equipe para que possamos vistoriar a BR-316 e 222, inclusive algumas pontes”.

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