CULTURA

Morte de Arthur Azevedo completa 110 anos; Conheça sua trajetória

A morte do dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro, Arthur Azevedo, completa 110 esta semana. Mas mesmo depois de todos esses anos, ele continua levando seu legado que tanto contribuiu para o...

O Debate do Maranhão - 24/10/2018 12h28

A morte do dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro, Arthur Azevedo, completa 110 esta semana. Mas mesmo depois de todos esses anos, ele continua levando seu legado que tanto contribuiu para o Maranhão e para o Brasil, sendo um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, escrevendo milhares de artigos sobre eventos artísticos e encenando mais de cem peças no Brasil e em Portugal.

Aos oito anos, Arthur já demonstrava vocação para o teatro, brincando de adaptar textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo.

A princípio, ele se dedicou ao magistério e ensinava Português. Mas foi no jornalismo que ele desenvolveu atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros.

Em toda sua trajetória, Azevedo desenvolveu obras ao lado do grandes nomes, como o escritor Machado de Assis, com a obra chamada “A estação”,  e no jornal Novidades, escreveu junto com Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto.

Foi um dos representantes do Parnasianismo, por uma questão de cronologia, porque pertenceu à geração de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac, todos sofrendo a influência de poetas franceses como Leconte de Lisle, Banville, Coppée, Heredia. Mas Arthur Azevedo, pelo temperamento alegre e expansivo, não tinha nada que o filiasse àquela escola. É um poeta lírico, sentimental e mesmo cômico, e seus sonetos estão perfeitamente dentro da tradição amorosa dos sonetos brasileiros.

Arthur deixou um legado e uma geração de artistas que foi seguindo o seu caminho, um deles é o Américo Azevedo, que é o fundador de uma das companhias mais bem sucedidas do Maranhão, a Companhia de Teatro Cazumbá.

Segundo Américo Azevedo, ele não teve alternativa, já que toda uma geração fez e passou pelo teatro, seu avó, tios avós, seu pai e com ele não seria diferente.

Azevedo foi defensor da criação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que inaugurou meses depois de sua morte. Na década de 20, Arthur Azevedo foi homenageado com o seu nome sendo colocado no maior teatro de São Luís, o Teatro Arthur Azevedo, que foi e continua sendo palco de inúmeros clássicos do teatro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *