MARANHÃO

Mortalidade infantil tem redução de 6,78% no Maranhão

O Maranhão registrou, de 2013 a 2017, uma queda de 6,78% no número de óbitos no primeiro ano de...

O Maranhão registrou, de 2013 a 2017, uma queda de 6,78% no número de óbitos no primeiro ano de vida. Os dados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, o DATASUS, ligado ao Ministério da Saúde. As ações de ampliação à assistência em saúde materna e infantil, de prevenção e educação promovidas pelo Governo do Estado nos últimos anos foram importantes para a boa evolução.

A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) do estado, que era de 16,48 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos, em 2013, passou para 15,74 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos – uma redução de 4,4% nos óbitos infantis. A redução da TMI no Maranhão é superior em pontos percentuais à apresentada por Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Ceará, Pará e Amapá.

A taxa é calculada por meio do número de crianças de um espaço geográfico (cidade, região, país) que morrem antes de completar 1 ano, a cada mil nascidas vivas. O índice é usado para avaliar a qualidade de vida e acesso a serviços essenciais.

Para Marielza Cruz Sousa, chefe do Departamento de Assistência a Saúde da Criança e do Adolescente da  Secretaria de Estado da Saúde, ações para melhorias no setor foram importantes.

“Ações que ampliam a educação, a segurança, o acesso a habitação e saneamento refletem na mortalidade infantil. Uma mulher com acesso à educação, por exemplo, tem mais noção dos cuidados que precisa ter para uma gestação digna, como a importância do pré-natal. As pessoas têm uma ideia de que somente a saúde é responsável pela melhora desse indicador, mas é um processo macro de melhora na qualidade de vida”, explica Marielza.

Outras medidas como incentivo à prática do aleitamento materno e redução do desmame precoce, fortalecimento das ações de vacinação e de acesso aos exames de triagem neonatais, como teste do pezinho, olhinho e outros, que permitem o diagnóstico precoce de doenças congênitas e assintomáticas foram importantes.

“Temos uma tendência de queda nesse indicador, porque as melhorias acontecem em longo prazo. Algumas melhorias já são sentidas, como aquelas onde o processo Planificação da Atenção à Saúde acontece”, destacou a gestora.

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