CASO JOÃO DE DEUS

João de Deus disse que atendimentos eram coletivos em depoimento de sete páginas, diz polícia

A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (17) novos detalhes do depoimento do médium João de Deus, suspeito de abusar sexualmente de...

A Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (17) novos detalhes do depoimento do médium João de Deus, suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante atendimentos espirituais. Segundo o delegado-geral, André Fernandes, o interrogatório resultou em sete páginas. Ele contou ainda que João de Deus apresentou versões para cada denúncia e negou os crimes.

“Ele apresenta a versão de cada fato e não confessa a prática destas ações. Durante o depoimento, o comportamento dele foi de negação das acusações, agindo de forma natural, respondeu a todas as perguntas e compreendeu as acusações a ele imputadas. Ele afirma que todos que iriam naquela casa era de forma voluntária, espontânea, que os atendimentos eram coletivos e que não havia estes abusos”, disse o delegado-geral.

Ao todo, 15 mulheres foram ouvidas pela Polícia Civil. Apesar de João de Deus negar as acusações das vítimas, o delegado afirmam que os relatos de abusos durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, são muito contundentes.

“O interrogatório não consegue superar as denúncias, as oitivas das mulheres que narraram de forma tão segura e detalhada o que viveram. Somado com outras provas que a polícia terá até o fim das investigações, o Poder Judiciário terá vastas informações”, declarou o delegado.

O depoimento ocorreu na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia. Ele respondeu às perguntas dos delegados por mais de 3 horas, mas o delegado-geral não detalhou o conteúdo do interrogatório. “Trata-se de informação sensível, é um caso delicado. Mas ele apresentou versões, explicações para os casos”, disse.

João de Deus deve ser ouvido novamente. “Vamos confrontar o que ele falou com as provas que temos e com os depoimentos colhidos e analisar tudo. Devemos ouvir ele uma segunda vez, mas primeiro precisamos fazer esses comparativos”, explicou.

Com a prisão do médium, a Polícia Civil acredita que mais vítimas devem surgir. Por fim, o delegado explicou que deve se encontrar nesta segunda-feira com o Ministério Público, que também montou uma força-tarefa para apurar os casos e já recebeu mais de 300 denúncias contra João de Deus.

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