APREENSÃO

Carregamento de agrotóxicos é apreendido na BR 230, no Maranhão

Um carregamento de agrotóxicos que estava sendo transportado de forma irregular em um caminhão foi apreendido na BR 230,...

Um carregamento de agrotóxicos que estava sendo transportado de forma irregular em um caminhão foi apreendido na BR 230, em Carolina, que fica a 836 km de São Luís-MA, nessa quarta-feira (14). Segundo a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), os produtos têm várias irregularidades. Além do crime tributário de sonegação de impostos, a origem da carga pode ser ilícita.

Toda carga estava sendo transportada em um caminhão e ficais da Aged encontraram uma série de mercadorias. Segundo eles, foram encontrados 1200 litros de agrotóxicos que estavam escondidos em fundo falso na carroceria do veículo.

Ainda de acordo com a Aged a carga tem origem de uma empresa de Minas Gerais que não tem registro para vender defensivos agrícolas. A mercadoria foi embarcada em Goiânia-GO e seria entregue em Balsas-MA.

Carga foi encontrada dentro de um fundo falso no caminhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Carga foi encontrada dentro de um fundo falso no caminhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Segundo informações dos fiscais da Aged uma loja de pneus receberia toda a carga. A empresa informou que não comprou a mercadoria. A nota fiscal encontrada com o motorista é de 60 mil reais, sendo que os produtos foram avaliados em mais de 240 mil reais.

“Já temos a informação que os produtos foram embarcados em Goiânia-GO por uma pessoa que procurou a transportadora. A empresa de pneus aqui também não comprou esses produtos. Então é o que a Sefaz trata como nota inidôneam que teoricamente foi usada para cobrir essa mercadoria. A Aged vai interditar esses produtos para local apropriado para que seja começada uma investigação. Porque o agrotóxico tem toda uma rastreabilidade. A fábrica vai nos informar para onde esse produto foi distribuído. Se o produto não foi produzido na fábrica a possibilidade é que ele tenha sido falsificado e se foi fabricado, com certeza, não viria para onde a nota foi emitida. Então existe uma grande possibilidade do produto ser fruto de algum ilícito tipo roubo” – disse o fiscal da Aged, Diego Amaral.

O crime tributário vai ser investigado pela Polícia Civil. A Aged não descarta a hipótese dos produtos serem falsificados e também pontua o risco para defesa sanitária pela forma irregular com que estavam sendo transportados.

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