Surto genético

Bactéria desconhecida está se alimentando do corpo de presidiários

A doença não tem nome, sintomas prévios ou medicação capaz de interromper o domínio da bactéria.

A doença está decompondo partes dos corpos dos detentos da Penitenciária Agrícola. (Fonte: Peronico/Reprodução)

Uma doença misteriosa que causa paralisia, necrose de membros e coceira intensa deixou 29 detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, internados no Hospital Geral de Roraima, o maior do Estado.

A doença não tem nome, sintomas prévios ou medicação capaz de interromper o domínio da bactéria.

A Ordem dos Advogados do Brasil, secção Roraima (OAB-RR), está tentando intervir na situação para diminuir suas proporções, mas o serviço farmacêutico da PAMC é ainda muito precário, limitando as ações. Legalmente, foi enviado um relatório sobre as condições da Penitenciária e dos detentos, exigindo alguma resposta da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.

A PAMC tem capacidade para 500 pessoas, mas abriga cerca de 1300. Esse contraste nos números é comum nas penitenciárias brasileiras.

A bactéria que deforma corpos

Entre os relatos de familiares dos detentos afetados, foi dito que a bactéria causa grandes feridas nas mãos e pernas dos detentos. Ao todo, 24 detidos já foram levados com pressa ao Hospital Geral de Roraima, pois, até então, a doença é grave e sem cura. Desses, 10 estão internados e os outros 14 estão tendo que lutar em plenos corredores do Hospital enquanto aguardam um espaço.

As feridas na pele começam a entrar em decomposição rapidamente, por isso é especulado que a bactéria seja proveniente da concentração de sarna e sífilis que existe, desencadeando uma doença ainda maior. Alguns detidos já não conseguem mais andar devido a rapidez com que a bactéria infecta o sistema, destruindo rapidamente a pele e a carne.

A ação da OAB pretende culpabilizar o Estado pelas condições sub-humanas as quais os presidiários são submetidos. O surto da bactéria dá respaldo para que um ofício seja feito e enviado à comunidade internacional, denunciando os maus tratos nas penitenciárias brasileiras.

Fonte: megacurioso.com.br e edição do jornalodebate.com.br

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