Workshop “Reggae, Turismo e Oportunidades” discute o reggae como patrimônio cultural e motor econômico no Maranhão

O primeiro dia do workshop “Reggae, Turismo e Oportunidades” reuniu, no histórico Convento das Mercês, representantes do setor cultural, acadêmico e de empreendedorismo do Maranhão. Organizado pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA), o evento tem como objetivo debater o reggae como patrimônio cultural e sua capacidade de impulsionar a economia estadual.

A programação iniciou com a recepção e credenciamento dos participantes, seguida pela cerimônia de abertura. A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, destacou a importância do evento na formalização e capacitação de empreendedores do reggae.

“Este evento oferece uma oportunidade única para formalizar e fortalecer o reggae como setor econômico. Estamos aqui com bancos, Sebrae e outras instituições que apoiam o empreendedorismo, para que as pessoas possam se capacitar e melhorar seus negócios,” afirmou Socorro.

O primeiro painel, intitulado “Reggae e o Fortalecimento Cultural e Econômico do Maranhão”, contou com a participação da secretária Socorro Araújo, do professor Fábio Abreu, membro da Comissão Integrada do Reggae em São Luís, e da professora Thalisse Ramos, do Ifma Centro Histórico. Eles discutiram o papel do reggae na promoção cultural e econômica do estado.

Fábio Abreu destacou o fator positivo da iniciativa: “Todo evento voltado para o reggae é uma oportunidade de debater políticas e ideias que fortalecem esse movimento como parte da economia criativa maranhense”, disse.

O segundo painel, “Reggae e o Empreendedorismo Criativo”, trouxe a gestora do Sebrae-São Luís, Danielle Abreu, que abordou o papel da entidade na capacitação de pequenos empreendedores. Cláudio Adão, do Grupo GDAM, e José Raimundo, proprietário do Cidinho Bar e Cidinho Moda Reggae, compartilharam suas experiências sobre a comercialização de produtos culturais.

O DJ e empreendedor Cidinho ressaltou a importância do reggae para a economia familiar e cultural de sua família. “Esse produto é, além de comercial, uma tradição que atravessa gerações em nossa família”, pontuou.

Após o intervalo para o almoço, o painel “Oportunidades para o Incremento da Cadeia Produtiva do Reggae” apresentou possibilidades de apoio financeiro e capacitação para empreendedores do setor. Bruno Sá, do Banco do Nordeste, explicou que o banco oferece suporte financeiro e capacitações para aqueles que atuam na cadeia produtiva do reggae. “Nosso objetivo é identificar os desafios e ajudar os empreendedores a modernizar e aprimorar seus negócios, criando uma estrutura sustentável para o turismo e o reggae,” afirmou.

O dia culminou com uma roda de conversa sobre “Reggae e sua Influência Cultural como Produto Turístico”, liderada por Ademar Danilo, diretor do Museu do Reggae, e Fauzi Beydoun, da banda Tribo de Jah.

Ademar destacou a potencialidade do movimento regueiro: “O reggae é uma força cultural que atrai turistas curiosos e movimenta a economia local. Estamos preparando a cadeia produtiva do reggae para acolher visitantes com qualidade”.

A roda de conversa contou ainda com nomes importantes, como Luís Otávio Alves, do Habeas Copos/Casa de Reggae, e Geyza Souza, do Sesc Turismo Maranhão, que enfatizaram a relevância do reggae como atração cultural e a necessidade de qualificação dos envolvidos.

A programação do primeiro dia se encerrou com um debate, no qual os participantes refletiram sobre o potencial do reggae maranhense. Empreendedores locais, como Neide Baldez e Pedro Pedra, trouxeram suas perspectivas.

“Esse workshop é uma virada de chave para nós, que trabalhamos com a cultura afro e nordestina,” disse Neide, artesã de turbantes. Pedro Pedra, DJ de reggae, enfatizou a importância da formalização para garantir novos recursos e apoio ao setor.

O evento continua nesta quarta-feira, com atividades e discussões focadas em fortalecer o reggae como patrimônio cultural e ferramenta econômica, consolidando o Maranhão como um território do reggae no Brasil.

Fonte: Secom/MA

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