LANÇAMENTO

Livro reúne textos sobre vida e obra de Jomar Moraes

Livro será lançado neste sábado, 05, na livraria Amei, às 18h30, no São Luís Shopping

O Debate do Maranhão - 04/05/2018 20h43

Jomar Moraes, imortal da Academia Maranhense de Letras

Os acadêmicos Benedito Buzar, Sebastião Moreira Duarte e o jornalista Félix Alberto Lima lançam neste sábado, dia 05, às 18h30, na livraria AMEI (São Luís Shopping), o livro “Jomar, o encantador de palavras”. O livro tem prefácio assinado pela professora de literatura Luiza Lobo e reúne textos sobre a vida, a obra e a atividade empreendedora de Jomar Moraes.

Nos primeiros capítulos do livro, Félix Lima narra a trajetória de Jomar desde a descoberta já um tanto tardia da leitura e da escrita, em viagens com os pais e irmãos pelo interior do Maranhão, até a chegada à Academia Maranhense de Letras. Jomar aprendeu a ler sozinho e só chegou a obter os primeiros títulos de formação escolar depois dos 20 anos. Antes, adulterou a própria idade para ingressar na carreira de sargento da polícia, a contragosto do pai José Alípio Moraes Filho, músico de alma cigana e boêmio incorrigível.

Em 1963 estreou na literatura com o livro de poemas “Seara em flor”, de forte inspiração evangélica – numa época em que José Alípio havia convertido toda a família à Assembleia de Deus. Essas e muitas outras histórias narradas por Félix Alberto Lima fazem parte do inventário de uma série de entrevistas com Jomar Moraes nos anos de 2009 e 2010.

Benedito Buzar faz um retrospecto da passagem de Jomar Moraes pela Academia Maranhense de Letras, especialmente a disputada eleição no ano de 1969. Buzar conta que abraçou a candidatura de Jomar por meio da coluna Roda Vida, que editava no antigo “Jornal do Dia” assinando com o pseudônimo de J. Amparo, em contraposição a Erasmo Dias, que com entusiasmo defendia a candidatura do poeta Fernando Braga.

Sebastião Moreira Duarte discorre sobre os inúmeros desafios impostos a Jomar Moraes ao longo de sua trajetória, dos importantes cargos públicos a pesquisas de vulto e ousados projetos literários e editoriais. “Jomar doía-se de que o criticassem por ter sido Diretor da Biblioteca Pública sem ser bibliotecário, de escrever em jornais sem ser bacharel em Jornalismo, de ser historiador – de absoluta confiabilidade documental – sem ter feito nenhum curso de História.  Resolveu dar a devida lição aos que o criticavam à socapa: calado, tirou diploma em todas essas áreas (o de História, em nível de M. A.), causando constrangimento, não poucas vezes, aos seus professores”, relata Moreira Duarte.

O livro traz ainda depoimentos raros de Jomar Moraes sobre sua relação com a Academia, o gosto pela literatura, o início na poesia, amigos, a Pousada do Mordomo Régio em Alcântara e o convite que lhe fora feito pelo então governador Nunes Freire para disputar um mandato de deputado estadual. Jomar revela também que deixou um livro inédito de ficção, com oito contos sobre temas variados.

“Jomar Moraes sempre foi original, até no prenome. Pessoa de grande persistência, ele encantou a todos de quem se aproximou por sua capacidade de realizar o impossível: produziu centenas de livros num país sem leitores”, argumenta Luiza Lobo na apresentação da obra, que tem o selo da Clara Editora e Edições AML.

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