“Novo normal”

Com a pandemia do novo coronavírus, a demanda por compras online está crescendo cada vez mais

Para muitas empresas, a entrega é única maneira de garantir que certas vendas ainda possam ser feitas.

Imagens/Reprodução: internet

Durante a pandemia de coronavírus, apesar de muitos estabelecimentos estarem se adaptando ao “novo normal”, muitas pessoas ainda estão em casa e muitos comércios ainda fechado para evitar a disseminação da COVID-19.  Com isso, o departamento de entregas passou a ser uma das principais alternativas para consumidores e vendedores.

Segundo a Mobills – startup de gerenciamento de controle financeiro pessoal -, entre os meses de abril e junho, os gastos com os principais aplicativos de entrega de comida como Rappi, Ifood e Uber Eats, cresceram 94,67% no período, ou seja, quase dobraram na comparação entre janeiro e maio de 2019.

A startup analisou dados de mais de 160 mil usuários e apontou também que no início da quarentena no Brasil, os serviços de delivery tiveram uma queda de 16,98% em comparação a fevereiro. Porém, depois do primeiro mês de isolamento, o estudo apontou crescimento das despesas com o serviço de entrega. Em abril, o aumento representou 60,67% em relação a março, e em maio, 39,58% em comparação com abril.

Para muitas empresas, a entrega é única maneira de garantir que certas vendas ainda possam ser feitas. As pessoas que podem ficar em casa, aproveitam as opções disponíveis que vai desde a fazer compras no mercado até pedir comida em restaurantes da sua escolha. Por outro lado, a situação dos entregadores do serviço de delivery é muito mais delicada, pois além da instabilidade econômica, eles são vulneráveis à contaminação do vírus.

Muitos funcionários demitidos das lojas em que trabalhavam, que agora oferecem a opção de serviço de entrega, se cadastraram nos aplicativos (apps) de delivery. Uma forma de garantir a renda de sua casa, o que tem levado a uma redução na remuneração oferecida por esses apps.

Com a pandemia, as empresas de serviço de entrega, afirmam ter fortalecido as medidas de higiene e criaram alguns programas para proporcionar o mínimo de segurança aos entregadores, como fornecimento de EPI’s (álcool em gel e mascara) e seguro de vida para entregadores que contraiam o vírus, criado pelo iFood.

Confira as Iniciativas adotadas pelo iFood durante a pandemia:

https://institucional.ifood.com.br/nossa-entrega.

Diante da questão financeira, os entregadores não têm a opção de ficar em casa. Por não possuírem nenhum vínculo trabalhista com a empresa, eles suportam sozinhos todos os riscos decorrentes do seu trabalho e durante a pandemia, isso se torna um aspecto ainda mais preocupante, pois eles podem acabar se expondo ao vírus e, eventualmente, se tornar uma forma de disseminar a doença, tanto para seus familiares quanto para os usuários do serviço delivery.

Como ajudar:

Se você pode ficar em casa e aproveitar o serviço de entrega, ajude os entregadores que fornecem esse serviço a você. Pense que eles estão se expondo durante a pandemia para que você possa ficar em casa. Veja algumas atitudes que você pode tomar para ajudar o pessoal da entrega:

  • Dê gorjetas;
  • Use máscara para receber o produto de forma a não expor o entregador (e se proteger);
  • Descubra se a empresa que você utiliza oferece boas condições de trabalho para os entregadores (como espaço para limpeza, máscaras e álcool em gel);
  • Evite fazer reclamações por motivos banais, isso pode acabar prejudicando o entregador e atrapalhar sua fonte de renda.

Por: Anna Nicolle Diniz Schalcher – Estagiária.

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